MARIE CURIE - Radioatividade


Marie Curie assumiu esse nome após o casamento com Pierre Curie. Nasceu e Varsóvia, Polônia no dia 7 de Novembro de 1867 com o nome de Maria Skłodowska.

Era uma menina pobre, de inteligência extraordinária, filha de um professor polonês de Física e Matemática. Marie e sua irmã, foram obrigadas a trabalhar para viver, mas nunca desistiram do projeto de cursar uma faculdade. Mas infelizmente não havia vagas para mulheres em cursos superiores de ciência na Polônia. 

Assim, as duas irmãs se revezaram, Marie trabalhava em Varsóvia para sustentar os estudos de Medicina da irmã Bronya em Paris, depois trocam e a irmã trabalha pra sustentar  curso de física de Marie, também em Paris.

 Em Paris, vivia no limite da miséria, passava a pão, manteiga e chá. Formou-se, em 1893, aos 26 anos, em primeiro lugar. Um ano depois formou-se também em Matemática, em segundo lugar na turma. Conheceu, então, Pierre Curie, um professor de 35 anos, de quem herdaria o nome. Casaram-se e foram trabalhar juntos no laboratório dele.

Em 1896, pesquisando para o doutorado, interessou-se por um novo fenômeno, a emissão de raios pelos sais de urânio, descoberta naquele ano pelo físico Antoine Becquerel (1852-1908). Marie aprofundou as pesquisas e descobriu que a radiatividade, como ela mesma batizou, era uma propriedade dos átomos. Ou seja: compostos diferentes de urânio emitem a mesma quantidade de raios se tiverem a mesma quantidade do elemento radiativo. Sua maior descoberta veio em 1898, quando apresentou ao mundo dois novos elementos radiativos: o rádio e o polônio. 

Em 1903, tornou-se a primeira mulher na França a obter o título de doutor. No mesmo ano, ganhou o Prêmio Nobel de Física junto com o marido, Pierre, e Becquerel, pelos trabalhos sobre a radiatividade.

Em 1906, Pierre morreu tragicamente, atropelado por uma carruagem. Marie dedicou-se como nunca à ciência e às duas filhas. 

Em 1911, depois de se tornar a primeira mulher a lecionar na Sorbonne, Marie Curie ganhou o segundo Nobel, agora em Química, pela descoberta dos novos elementos químicos como o Rádio e o Polônio. Tornou-se mundialmente famosa. “Ela foi a única pessoa a quem a glória não corrompeu”, disse Einstein.

Marie Curie, pra mim é a maior heroína em 100 anos de Nobel. Pois até hoje, ninguém mais acumulou o Nobel de Física e o de Química e nenhuma outra mulher levou dois prêmios. 

Na época em que Marie pesquisava, os efeitos cancerígenos da radiatividade eram desconhecidos. Ela manipulava, sem proteção, até 20 quilos de compostos radiativos. E dormia com sais de rádio ao lado da cama, para vê-los brilhar no escuro. Em 1934, com 67 anos, morreu de leucemia, causada provavelmente pela contaminação. 

Até hoje, seus diários de pesquisa não podem ser manipulados por causa do seu alto grau de radiatividade. 

Uma história muito bacana e que merece reconhecimento.

Um comentário:

  1. Pra quem tiver uma boa didática e facilidade em ensinar Polonês online, tem muitas vagas para professor online. Pra quem estiver interessado: https://preply.com/pt/skype/vagas-professor-de-polonesa

    ResponderExcluir