ESCRITORES DA LIBERDADE

O filme "Escritores da Liberdade" (2007) aborda, de uma forma comovente e instigante, o desafio da educação em um contexto social problemático e violento. Este filme é baseado em fatos reais e conta a história de uma jovem professora, Erin, que entra como novata em uma instituição de "ensino médio", a fim de lecionar Língua Inglesa e Literatura para uma turma de adolescentes, considerados "turbulentos", do 2º grau no Colégio Wilson, alguns deles, inclusive, estavam envolvidos com gangues.
Erin percebe que a educação naquele colégio não era como ela tinha imaginado, sua turma, assim como em toda a escola, é heterogênea, dividida em grupos e que tinha muitas brigas.
Mesmo um pouco decepcionada ao descobrir o desinteresse dos alunos pela aula, ela não desiste e tenta superar as barreiras encontradas. Começa a utilizar meios comuns à vida de seus alunos para conseguir ensinar a matéria, aumentando, assim, o interesse deles pelos estudos.
Um dos projetos da professora Erin era que seus alunos lessem “O Diário de Anne Frank” e que, após a leitura, fizessem seu próprio diário, contando tudo: seus sentimentos, pensamentos, sonhos, o que já havia se passado na vida deles. Quando soube que a escola não emprestaria os livros aos alunos, conseguiu um segundo emprego para poder comprar os livros para sua turma. Sem nenhum apoio da diretoria da escola ou de outros professores, resolveu agir sozinha, começando um terceiro emprego, para tentar conseguir recursos para viagens culturais.
Depois de lerem “O Diário de Anne Frank”, a professora G, como era chamada, pediu como trabalho sobre a leitura, que escrevessem uma carta para Miep Gies, a mulher que havia protegido Anne Frank, falando sobre o que acharam do livro. Empolgados, os alunos têm a idéia de realmente mandarem essas cartas. Assim, eles mesmos arrecadariam fundos para pagar todas as despesas que haveria.
Os alunos realmente se sentiram felizes com as aulas e ficaram muito abalados ao descobrirem que Erin não lecionaria nos próximos anos deles, e com medo de voltar a serem como antes, insistiram com autoridades da educação que a professora recebesse permissão para continuar a lecionar à eles. O que conseguiram, após muito esforço. Erin doou-se a sua causa pessoal, na melhoria da qualidade ensino e nas relações entre professor e aluno, mudando a vida de todos, levando algum significado a suas existências.
O longa "Escritores da Liberdade" merece ser visto, sobretudo pelo destaque no papel da educação como mecanismo de transformações individuais e comunitárias. Por isso a educação tem um papel indispensável no implemento de novas realidades sociais.

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