Artigo “No começo, era o número.”

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS - ICEX
MATEMÁTICA E ESCOLA B** – MAT – 031 - E
1º. SEM / 2011
Data: 18/04/2011
Aluna: THAIS SIMÃO


 O artigo que originalmente em francês “Au commencement, le nombre”, in T. Lévy 1993, no qual tive acesso, também, a sua versão em Português traduzida por Maria Inês Rolim, aborda o nascimento e a evolução “do contar”.

Neste texto, o autor compreende toda a história da forma de numeração, escrita ou simbolizada. Dentre elas, a semelhança do verbo contar em vários idiomas e sua história de evolução atestam a sua diversidade cultural e lingüística e estabilidade da numeração ao longo do tempo. Observando o número 9, por exemplo, podemos verificar a semelhança entre a palavra que designa o nome do número e o adjetivo que demonstra a idéia de novidade, pois o número 9 foi visto como uma nova etapa na numeração.

O surgimento da escrita progrediu de um modo fantástico a capacidade numérica. Dentro do texto verificamos que a história dos números escritos é baseada em um sistema de numeração estruturado em dois princípios: o principio de ordenamento e o princípio de agrupamento. O primeiro permite distinguir os símbolos entre si na contagem e o segundo, por sua vez, interrompe a criação de novos símbolos e os agrupa de forma a estabelecer um símbolo de ordem superior cuja convenção com os antecedentes reinicia o sistema.

Para poder criar um símbolo de ordem superior seria necessário, então a criação de uma base que transferisse a numeração de uma ordem à outra. Dentre as diversas bases existentes, a criação de possíveis bases pode estar ligada à particularidade das mãos e aos objetos do cotidiano.

Em meio às numerações escritas podemos distinguir dois tipos principais: aditivo, quando se lê um número mediante a adição adjacente dos valores ou no tipo posicional, quando se identificam os números pela posição na escrita. Hoje em dia, a notação posicional é praticamente unânime.

A introdução do zero na escrita posicional foi, então, a última. Sua origem, provavelmente indiana, deve-se não à necessidade de marcar a inexistência de elementos num conjunto, mas uma concepção posicional da numeração.

Contudo, acompanhamos dentro desse artigo que a história dos números acompanhou e se difundiu diante dos tempos. Observamos que não é totalmente clara a criação dos números e seus nomes, mas que alguns números se relacionam com o cotidiano humano e que a evolução da numeração figurada para escrita foi imutável e extensa.





Referência Bibliográfica:

1993: “Au commencement, le nombre”, in T. Lévy (éd.), Comptes et légendes, Courrier de l’UNESCO (Nov. 1993), pp. 9-13. (http://www.unesco.org/).


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